Cheguei à consulta meio nervoso. A recepcionista me pediu para preencher um questionário com perguntas do tipo: "Você ouve vozes na sua cabeça?" ou "Você vê vultos?" e etc.. Bem, aguardei algum tempo e fui chamado. O Médico leu o questionário que eu havia preenchido na recepção e me perguntou o que me havia motivado a procurar um Psiquiatra. Contei a ele toda a história sobre meu filho e que a minha amiga/cliente neurologista havia me sugerido uma consulta pois eu apresentava alguns dos sintomas de TDAH. Ele olhou para mim muito sério e disse que com o meu histórico, e também por ter uma tentativa de suicÃdio aos doze anos, eu me aproximava mais de um quadro de Transtorno Bipolar de Humor. Pronto, ali o chão abriu sob meus pés, eu já havia lido algumas coisas sobre isto e não queria acreditar no que tinha acabado de ouvir. Eu conhecia/conheço algumas pessoas que sofrem deste mal e eu me achava completamente diferente delas. Mas com o tempo passando, as consultas se aprofundando e outros médicos confirmando o diagnóstico, eu acabei por aceitar e comecei a estudar mais sobre a doença que faz de mim o personagem principal de "O estranho caso do Dr. Jekyll e o Sr. Hyde" ou "o médico e o monstro" de Robert Louis Stevenson| Comentários |
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